sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Simplesmente... a Vida!


Sei que vou tocar num assunto extremamente delicado e controverso, mas conhecendo-me como conheço não poderia nunca não o abordar aqui, até porque a sua discussão é algo de muito recente. E como foi tão exaustivamente abordado e discutido em todo o lado nos últimos tempos eu vou somente dar a minha opinião e selar o tema.

Em primeiro lugar dizer que estamos todos de acordo quando digo que a vida é o maior e mais precioso de todos os dons que possuímos. À mulher foi lhe dado este maravilhoso privilégio, o dom de poder dar à luz e acolher ao longo dos primeiros nove meses de existência uma nova vida, que também é sua, que é “obra” sua…

É verdade que naturalmente a mãe não escolhe como e quando a gravidez acontece, mas se ela não escolhe, muito menos o filho opta por aparecer neste ou naquele momento da vida dos seus pais... Eu, tu, a tua família, os teus amigos, ninguém escolheu existir! Há de certo muitas pessoas que afirmam que se tivessem opção de escolha preferiam não existir. Mas também há de certeza muitos que não estam cá e que apesar de a sua vida à partida estar condenada à dor, ao sofrimento, queriam ter estado cá... Pois a vida é o que fazemos dela!
Uns de nós nasceram teoricamente com um futuro mais risonho que outros. Estamos todos de acordo quanto a isso... Porém, não é por isso que esses são na realidade e ao longo da vida mais ou menos felizes que os outros. Assim parece-me um pouco absurdo alguém impedir que o seu filho nasça e viva porque acha que não vai ser feliz, porque esta não é a melhor altura, ou muito egoisticamente, porque será muito difícil para mim criá-la, porque me estragará a vida...

Agora, e já que mais de 50% dos indivíduos do meu país decidiram liberalizar a prática do aborto, não posso deixar que ao menos "liberalizar" não signifique "banalizar"! Porque é algo tão mórbido, tão egoísta, tão deplorável, tão condenável, tão injusto, tão ridículo, tão lamentável, tão..... triste(!), que não se torne, hoje, nem amanhã, nem nunca(!) algo que não se condene moralmente, já que deixou de o ser judicialmente!

Eu sou pela vida... sempre! Aliás, acho que se pensarmos bem, somos todos, apesar de não pensarmos muito nestas coisas, ou simplesmente as ignorarmos...

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